݁ .⋆᪥₊ ݁ . Doses de Mikah à gosto .  ݁₊᪥⋆.  ݁

Eu quero ser livre até de mim

Se tem uma coisa que eu nunca entendo muito bem ao meu respeito é por que motivo a ideia de escrever, me expor, prosseguir com um mísero compartilhar de pensamentos que seja, sempre me deixa tão melancólica e contemplativa naquela energia do Pablo Escobar triste na cadeira.

Às vezes a vontade de compartilhar dura tempo suficiente para aquilo sair da minha cabeça e ganhar o mundo, mas até aqui, todas as vezes isso foi precedido de uma série de pensamentos e sentimentos dolorosamente negativos e de desvalor que me fazem jurar para mim mesma que nunca mais tentarei novamente.

Mas basta uma novidade surgir (como o fato de meu companheiro encontrar esse espaço na internet e começar a publicar aqui também), me reanimo e volto a acreditar que tenho algo de interessante a dizer.

Eu que iniciei esse pequeno blog na manhã de hoje tão animadinha para acompanhar ele nessa empreitada, termino o dia quase chorando certa que será mais uma perda de tempo tal qual foram todas as outras vezes que tentei escrever, tipo a minha newsletter esquecida no churrasco , as diversas histórias que comecei e nunca terminei.

Racionalmente eu penso "bom, vamos sem vontade mesmo". Sinceramente, às vezes eu queria simplesmente acordar apertar um botão e desligar alguns sentimentos, mas sei que o caminho mais adequado seria mesmo buscar pistas do motivo de ser assim.

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Por esses dias eu achei um vídeo interessante sobre procrastinação lá no Instagram (que, penso eu, ainda uso com sabedoria), de forma bem resumida e em minhas palavras, falava que a procrastinação era uma baita de uma falta de confiança em si mesme.

Que quanto mais você procrastina, menos você confiava em si e quanto menos confiava em si, mais procrastina. Com isso sua mente começava meio que a duvidar das decisões que você toma, pra mim fez sentido pelo menos, mas vou deixar o link pro caso de preferir futuramente relembrar as palavras exatas que foram usadas no vídeo.

Tenho lido também, muito lentamente o seguinte livro: Toda dor tem nome da autora Monica DiCristina que também está me fazendo pensar muito a respeito desse tipo de situação, quanto mais eu penso, mas eu diria que o nome da minha dor é capacitismo com doses de machismo e (pra não perder o costume) capitalismo ao longo da minha infância todinha operando em conjunto para me tornar toda travada, descrente no meu valor e talvez com um sentimento de coitadismo que ai... Preguiça.

Tudo isso foi um oferecimento Morning Pages que comecei a fazer com meu digníssimo marido 20 dias atrás e que têm me obrigado a encarar de frente um monte de coisas. Enquanto ele usa para contemplar o que tem de bom na própria vida (o que eu inclusive acho maravilhoso), eu uso para ir mais fundo ainda nimim sempre que consigo pois tem horas que tudo que eu quero fazer é reclamar, reclamar e reclamar a ponto de me achar um pé no saco.

Minha ideia de uso por aqui será de registrar qualquer entendimento sobre mim mesma que eu vier a alcançar nesse processo na exclusiva intenção de lá na frente voltar e ver por onde eu passei.

𝐓ⱺ𝖼α𐓣ᑯⱺ α𝗊υ𝗂 🧠

(Cartola - Preciso Me Encontrar)

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「 Beba água 」

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#desabafo #pensamentos