݁ .⋆᪥₊ ݁ . Doses de Mikah à gosto .  ݁₊᪥⋆.  ݁

Seje Criativa

Entrei na onda analógica muito antes de virar trend lá pelo insta esse ano (comecei isso lá pra bando de 2021), mas gosto de ver o que o povo compartilha por lá como fonte de inspiração para juntar com minhas ideias e fazer do meu jeito e tem uma coisinha em específico que eu até já tinha visto o conceito antes, mas não tinha me chamado atenção: o Junk Journal, que dá para traduzir por Diário de Lixo ou de Sucata, particularmente não gosto muito de nenhum desses nomes, o som em inglês até que é legal, mas eu tenho um pouco de ranço de ficar usando os termos em inglês pras coisas, por isso chamo o meu caderninho de caderno de colar embalagens.

Não é como se eu ficasse o tempo todo chamando assim também, vai, mas prefiro um nome enorme em português do que usar só nomes estrangeiros, tipo nada contra quem é ou gosta de Estragos Unidenses, mas eu particularmente tenho um ranço extremo de tudo que vem desse lugar e embora não vá negar a existência de coisas boas vindo de lá, eu vou abrasileirar mesmo, fazer do meu jeito e pronto u.u.

Esse conceito que nunca antes tinha me interessado passou a fazer mais sentido depois de encontrar uma mulher lá no Instagram que chama esse hobby de Colar Cacareco e é bastante simpática também, a Dani Córdova.

"Bora colar cacareco em vez de cuidar da vida dos outros?"

O primeiro vídeo que eu vi dela foi em Dezembro de 2025 ainda, era ela finalizando a página de QRCodes no caderno dela e falando do tanto de gente que ficou questionando e chamando ela de desocupada! Afinal qual a utilidade disso? Nenhuma! E essa é a parte boa do negócio (pra mim), no vídeo ela comenta em um tom bem sarcástico que eu achei super divertido que é isso aí menina, nem tudo precisa ter uma utilidade prática não, nem precisa te dar retorno financeiro ou se tornar outra coisa mais complexa lá na frente eu hein, isso aí é tudo ideia errada que o capetaliso bota na nossa cabeça.

Mas gosto que, mesmo assim, ela ainda entregou uma explicação bem dahora de pra que serviria aquilo lá pois embora eu entenda que nem tudo precisa ter uma explicação e uma utilidade propriamente dita eu AMO saber no que aquela atividade contribui, especialmente se for algo manual. Fazer trabalhos manuais, segundo os estudos que ela cita lá tanto auxilia na saúde mental quanto previne problemas cardiovasculares acredita?

Outra coisa que me chamou atenção nesse vídeo dela foram comentários específicos que ela cola na tela enquanto o vídeo passa, dizendo coisas como "ô geração.....", "Aff o mundo doente...", "sem comentários" (disse o cara já comentando 🥱 e com isso fiquei pensando que tipo: cara, não é como se gerações anteriores não tivessem tido seus cacarecos para colar também né? Mas obviamente QRCodes são coisas atuais e logicamente as tais gerações anteriores não tiveram isso para recortar e colar, colavam embalagens de doces, de chocolates, tickets de cinemas, de shows, notas de supermercado, adesivos de frutas, qualquer coisa pô o negócio era colecionar.

Um tempo depois eu resolvi iniciar a minha própria página de QRCodes para registrar justamente esse pensamento e a lógica que a Dani explica no vídeo de que nem tudo precisa ter utilidade. Para a minha surpresa alguns dias depois encontrei em uma revista que eu tinha aqui em casa há anos a explicação que a partir daquela edição eles passariam a contar com uma versão digital também seguido então da explicação do que era e como usar um QRCode. Na mesma hora eu recortei e colei na minha página junto com os dados da revista mostrando o ano de publicação (Março de 2019) achei sensacional ter encontrado isso e pensar que algo tão ordinário, tão comum a ponto de a gente mal perceber hoje em dia, já foi aquela novidade que tinham que explicar direitinho o funcionamento.

Grade com 3 fotos sendo a primeira na vertical a capa de um caderno de brochura tamanho A5 com colagens diversas, na parte central superior um balão de fala e o texto passando do limite desse balão dizendo: "Seje Criativa". No centro a frase "Crie aquilo que faz seu coração bater mais forte. O resto virá por si só" e na horizontal detalhes do Trecho de uma colagem com a frase "nesta edição algo diferente: QR code" acima e a baixo: Parte de uma colagem com destaque para os dizeres: "Ano 34, n° 320, Março 2019"

Esse foi basicamente o pensamento que me fez iniciar este caderno, se eu tivesse tido um caderno desses nos anos 90 enquanto eu crescia, que tantão de coisas legais consideradas lixos, efêmeras, eu teria guardado em suas páginas? Coisas que nem existem mais hoje em dia como a embalagem de um biscoito recheado que eu gostava de comer ou de uma pipoca que até ainda existe mas com o passar do tempo fizeram modificações no visual da embalagem. Ou até de algo temporalmente mais perto, sabe aquele período em que o preço das coisas estavam altíssimos? Tipo uma bandeja de ovos quase 30 reais! Eu que vivi esse momento vou no mercado hoje em dia com meu companheiro para fazer a feira do mês e sempre fico meio espantada/admirada com o preço das coisas e lembro que igualmente meu pais têm lembranças muito específicas de coisas do tipo pois eles presenciaram a mudança de moeda no país e isso é história.

Enquanto eu crescia eu lia muito muito muito os livros de história da escola, papo de receber os livros no início do ano letivo em Fevereiro, chegar mês de abril eu já ter lido tudo de cabo a rabo, lembro que eu olhava aquela ruma de acontecimento histórico e achava que eu vivia num período tão sem graça meu Deus... Aaaaaa lêdo engano dessa criança 😂 hoje em dia eu só consigo pensar "chegaaa me dá uma trégua, não aguento mais viver momentos históricos!"

Mas enfim né, voltando ao tema do texto, rs. Essa parte ainda não fiz, mas penso em a cada mês (a partir da próxima feira que eu fizer), trazer para casa dois encartes do mercado e sempre ter uma página ou duas para colar vários itens presentes no encarte junto com seus preços e datar tudo isso. Pois imagina daqui 10, 20, 30 anos voltar nesse caderno e ficar em choque que um quilo de queijo custava só 20 reais, mas teve um tempo que custava 40, 50 ou 60 reais!

De certa forma isso me faz lembrar também sabe o que? Aquele filme maravilhoso chamado Tudo em todo lugar ao mesmo tempo tem uma cena que o cara que tá no universo da protagonista (o primeiro pelo menos) e fica encantado com alguma comida que estava sobre uma mesa de reuniões. No universo dele as vacas tinham sido extintas e desde sua infância ele não via nada feito de leite ou chocolate por exemplo. O filme é incrível e tem muitas reflexões fantásticas, mas eu sempre me lembro dessa em específico quando penso nesse filme.

Definitivamente comida é algo bastante significativo para mim! Mas depois eu falo mais disso e outros hobbis ou colagens que eu estou fazendo ultimamente.

Até mais o/

𝐓ⱺ𝖼α𐓣ᑯⱺ α𝗊υ𝗂 🧠

(Titãs (1987) - Comida)

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「 Beba água 」

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#colagem #criatividade #hobby