݁ .⋆᪥₊ ݁ . Doses de Mikah à gosto . ݁₊᪥⋆. ݁

Vivendo Abril de 2026

Esse foi o mês em que menos escrevi até agora. Não parei para contar quantos dias escrevi e quantos não cheguei nem perto do caderno, pois ficar contabilizando isso não é meu objetivo, o que mais me importa é entender o motivo disso e mesmo no pouco que escrevi, na grande maioria dos dias eu me peguei apenas tentando entender o que estaria acontecendo com meu emocional.

No começo de abril (em plena quinta feira, dia que eu mais tenho atendimento), caí na cozinha de casa e isso me rendeu uma torção no joelho direito e uma pequena queimadura de segundo grau na perna esquerda, já que eu estava colocando meu almoço e tinha literalmente acabado de desligar a panela de feijão que eu tinha deixado esquentando.

Não é a primeira vez que eu sofro uma queda e me machuco pra caramba (embora dessa vez tenha sido bem mais leve que a última) por isso já fiquei apreensiva antes mesmo de sair de casa para ir na UPA mais proxima.

Tais situações me deixam tão aflita hoje dia, que mesmo que não estivesse doendo muito eu preferi ir na UPA, só não tive condições de comunicar ninguém, mas com ajuda do meu companheiro lindo, querido e maravilhoso, todo mundo recebeu a noticia e as desculpas pelo cancelamento das sessões tão em cima da hora, enquanto eu me preparava literal e emocionalmente para ir ao hospital.

Eu nem sabia que joelhos poderiam sofrer entorses achei que isso era coisa só de pés e tornozelos.

Infelizmente o atendimento desta vez foi decepcionante (nessa UPA isso até costuma ser bom). A médica mal olhou pra minha cara e pareceu concluir que "se você tá andando é por que não foi nada demais" fora que nem ligou pra minha queimadura de segundo grau, que eu só sei que foi de segundo grau pois no outro dia formou uma bolha enorme (que um dos meus gatos fez o favor de estourar com aquela unhazinha afiada dele) e eu fui pesquisar na internet qual era a dessa bolha.

Saí do consultório com o diagnostico de entorse, recomendação de comprar uma joelheira e encaminhamento para receber medicação: duas injeções de uma vez só, uma de cada lado, pra nenhuma banda da bunda ficar com ciúmes da outra.

Dez anos atrás, numa quedinha boba assim também eu desloquei, luxei e quebrei o pé em diversos locais além do tornozelo também. Todo mundo ficava inshock ao saber por que eu estava ali (fiquei uns 15 dias internada esperando cirurgia), ao ouvir que eu tinha lascado tanto o pé e o tornozelo, as pessoas rapidamente criavam a suposição que eu tinha me envolvido em algum acidente de moto, mas quando eu contava o COMO isso tinha acontecido, ficava todo mundo com uma cara tipo essa: 👁️👄👁️

Pois é senhora eu apenas pisei num pacote de salgadinhos ao descer de um ônibus e caí sentada sobre meu pé na escadinha mesmo.

Dava pra ver o povo se segurando pra não rir! Eu achava divertidíssimo.

Mas isso não mudou em nada o fato de que entre Abril de 2016 (agora escrevendo que me toquei que foi o mesmo mês também!) e sei la quando ali por volta do começo de 2018, eu vivi o episódio depressivo mais intenso e tenso da minha vida até agora (torço para que o último também) por isso, sempre que chegam dias em que eu estou mais borocoxô sem querer fazer as coisas que eu gosto fico logo preocupada.

O mês de abril foi cheio de uma irritação fraquinha, mas constante. Tudo me incomodava e irritava nos primeiros dias, era frustração por estar mais uma vez com a mobilidade reduzida fora que eu tinha planejado tanta coisa para Abril! Eu ia pelo menos começar a caminhar escutando música, como falei na postagem anterior a esta, mas só agora (depois que mais da metade de maio se passou) que eu tô perto de ir no ortopedista, ainda sinto o joelho bem instavel e qualquer movimento lateral ou descuidado que eu faça dói tanto que minha pressão até despenca.

Subir calçadas ou degraus está sendo uma grande dificuldade, o que faz com eu fique mais tempo ainda dentro de casa no meu cantinho seguro de chão plano, eu só saí de casa para ir no mercado e com uma considerável dificuldade, no primeiro dia tive que deixar Ben fazer tudo sozinho e fiquei o tempo todo sentada pois não aguentei andar nem dez minutos.

Além da irritação com isso eu caí numa ressaca literária das brabas, nem lembro qual foi a última vez que isso aconteceu. O livro era muito bom, terminar ele foi terrível! Depois quero escrever sobre ele, inclusive. Eu também não estive com a mínima vontade de praticar meus hobies durante esse período, mal abri meus cadernos ou escrevi o que quer que fosse, algo que sempre me deixa preocupada de ser um episódio depressivo outra vez.

Fiquei vários dias matutando sobre se poderia ter sido por causa da situação do joelho, mas agora pela metade de Maio consegui voltar ao que vinha fazendo antes e me sentir empolgada com isso, então fico mais tranquila e de certa forma pensativa também.

Às vezes não é nada demais, só não estamos no clima mesmo, é aí que me lembro que o fazer nada também tem sua importância. Espero que futuramente se eu me ver em uma situação semelhante eu fique menos pilhada achando que é algo mais sério e consiga apenas aproveitar mesmo.



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Djavan - Sina

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