Por trás do blog
Inclusive lá em Março, achei que essa postagem fizesse parte das tags deles também, mas já fucei toda a página de temas e não achei, nessa vou fazer certinho então u,u
Quem é você fora do blog?
Logo que vi essa pergunta eu achei que era para responder um geralzão sobre a gente, mas lá pela comunidade vi o pessoal comentar que respondeu sobre o trabalho que elas executam no dia a dia e como eu já me apresentei na outra postagem mesmo, vou seguir por essa interpretação então:
Atualmente sou Psicóloga Clínica (e do Trabalho, embora essa parte ainda esteja só na teoria), eu queria mesmo mesmo era ser Psicomotricista, mas à isto, falta a vida colaborar ainda.
Desde os meus 7 anos eu queria ser Psicóloga, mas eu NUNCA quis ser psicóloga clínica de fato. Tinha pavor da ideia de passar o dia todo sentada em uma salinha enquanto o mundo acontecia lá fora.
Fiz toda a minha graduação voltada para a área de educação, mas quando eu finalmente terminei ela faltou um bocado de QI pra eu consegui um trabalho nessa área. Isso aconteceu no período pós pandemia e se eu já não conhecia muita gente antes, depois disso então, nem se fala.
De forma beeeeem relutante, comecei a atender online no finalzinho de 2022 e tamos aí até agora.
Ainda que esse fosse meu plano Z, descobri que ser psicóloga clínica nem era tão ruim quanto eu achava que seria e hoje eu até gosto bastante (perigosamente bastante), talvez pelo fato de ser online o lance da salinha não chegou a me incomodar.
Sou uma pessoa com deficiência física e na infância fiz acompanhamento em um centro especializado em reabilitação infantil. Meu primeiro contato com a psicologia e com a psicomotricidade veio daí, por isso ser psi era um desejo desde os 7 anos.
Hoje eu sei que se não fosse por aquela reabilitação psicomotora eu talvez não tivesse me desenvolvido nem metade do que me desenvolvi ao longo dos anos, eu só comecei a andar e a falar graças a ela e quando descobri isso ao cursar Psicomotricidade na faculdade eu senti um desejo muito forte de ser isso um dia e quem sabe trabalhar no mesmo lugar em que fiz a tal reabilitação.
Já nem sei se isso vai rolar, pois hoje sei que pra entrar lá preciso ser concursada e eu tenho zero paciência de estudar para concurso, mas eu consegui pelo menos estagiar lá em 2018!
Foi incrível, emocionante e muiiitoooo frustrante.
Foi incrível poder voltar lá depois de tantos anos, minhas parcas lembranças de infância começam lá pois eu tinha que ir semanalmente e isso durou dos 3 e os 18 anos.
Poder voltar lá dez anos depois e quase terminando a faculdade foi emocionante! Nos primeiros dias eu chorei feito uma batatinha e tive oportunidade até mesmo de ver meu prontuário médico inteirinho.
Ao mesmo tempo foi uma experiência extremamente frustrante devido a abordagem que eu precisava seguir e as limitações da própria instituição. A minha atuação lá acabou sendo totalmente distante do que eu realmente desejava fazer (qualquer tipo de atividade em grupo com os pais).
Fui obrigada a atender de forma individual aos pais das crianças em tratamento enquanto seus filhos estavam na consulta com a psicóloga de fato e como minha graduação foi na educação, eu não tinha feito nenhuma disciplina específica da área da saúde, mas consegui, a coisa toda de como atender individualmente simplesmente fluiu e segundo as orientadoras de campo e acadêmica, fiz tudo direitinho.
Então não foi de todo ruim, pelo menos, ao lado desse local há um parte florestal, mata atlântica preservada e tudo mais, lá é lindíssimo e dada minha agonia de ficar presa numa salinha eu pude fazer os atendimentos ao ar livre.
Eu conhecia o prédio de cabo a rabo mesmo, sabia que nos fundos tinha uma parte bem vazia e cheia de árvores, das 3 pessoas que acompanhei aquele semestre 2 toparam minha ideia e passamos ótimas tardes de terça feira debaixo de árvores enormes.
Hoje eu só tenho acesso a um pézim de acerola no meu quintal e também já rolou de eu levar minhas coisas pra lá e atender sentadinha na calçada enquanto os passarinhos faziam aquela festinha de fim de tarde.
Adoro o fato que minha casa tem muitos cantinhos com boa privacidade, assim eu posso variar o local de atendimento sempre que eu quiser e até o momento nem mesmo vizinhos nas casas ao lado eu tenho, zero preocupações, mohpaz!
Qual é a história por trás do seu blog?
(Essa eu vou colar da postagem anterior mesmo pois já tagarelei demais e nem tem tanta história assim por trás desse blog de toda forma).
Eu sou imitona do meu amado marido,foi ele que achou o Bear blog me mostrou eu eu animei de vir pra cá também, temos em comum o amor pela leitura e pela escrita, faz uns vinte anos que eu sigo tentando escrever qualquer coisa, fantasia, um monte de contos e vez ou outra sobre o que se passa na minha cabeça, mas nem sempre consigo compartilhar com terceiros, consegui um pouco de forma intermitente ao longo dos anos e estou no meio de mais uma tentativa desde 2025.
Como funciona seu processo criativo e escrita? Você tem algum ambiente criativo?
Eu tenho escrito à mão praticamente todos os dias desde Fevereiro de 2026, a maioria das postagens surge primeiro no meu caderno e depois digito no tablete, formato bonitinho e aí sim posto por aqui. Quando não é assim é sinal que o texto já tá prontinho na minha cabeça então dependendo da minha disposição no dia eu prefiro digitar logo de cara (tipo esse aqui).
Estou tentando digitar no Obsidian que me permite adicionar atalhos para as coisinhas de HTML que aparece no meio do texto, tipo pra editar a orientação do texto, inserir os links, títulos, umas corzinha se eu quiser.
Quando eu termino tudo e só falta clicar em postar eu paro pra perceber que música está tocando na minha cabeça, pego o link e insiro no finalzinho da postagem junto com as outras coisinhas que sempre tem por aqui (adoro coisinhas padronizadas também).
Meu ambiente criativo é onde der mesmo, mas costuma ser meu quarto, perto da janela, sentada na beira da cama com a mesinha de rodinhas onde ficam alguns livros e cadernos que eu e Ben usamos com frequência, obrigatoriamente precisa ter um ventilador e 99% das vezes tem um gato ou dois por perto, se eu quero dar uma pausinha, basta me virar pro lado e encontrar um para fazer carinho.
Um fato aleatório que você considera intrigante.
Não sei, acho minha vida tão normalzinha. No máximo diria que eu tenho 12 gatos e com muito esforço pois se não a gente teria bem mais além de alguns cachorros, jumentinhos, patos, galinhas etc que Ben sonha em ter, por enquanto só gatos e eventuais sapos que aparecem por aqui e ele tenta manter.
Indique um ou mais blogs e compartilhe o que mais gosta neles.
Essa foi a parte mais difícil de toda a postagem! É uma lista que não tem fim, pois eu tô sempre buscando blogs novos para ler.
Atualmente tô "maratonando" os demais participantes do Entreblogs então fora eles e meu companheiro de quem eu sempre falo (ele merece!), os que eu mais tenho lido recentemente são:
Blogs pessoais que falam sobre o cotidiano e interesses de seus autores, pessoas que falam sobre criatividade e artes num geral. Cada link tem a última postagem que eu li deles.
- Agapy's Journal: O que mais de 10 anos escrevendo diários me ensinou
- A vida possível: A coragem de ficar parado
- Estufa Artística: Não leia como um influencer (leia como você)
- Missivas da Napoli: Por que adultos abandonam hobbies criativos?
- Olhar Criativo : News # 198 - A curadoria como nova criatividade
- Rodrigovik: Várias vidas, com a mesma pessoa
- Tristezas de Estimação: Escrever a partir de uma vida desinteressante
Como eu sou mais ou menos nova por aqui, tem mais newsletter do que blogs, ainda tô me situando e descobrindo meus favoritos então a lista acima são pessoas que eu tenho sempre voltado ao perfil para ler mais, mas só comecei a registrar isso do último mês pra cá, sei que falta uma ruma de gente, mas pretendo manter esse movimento de compartilhar os vizinhos por aqui, eu acho muito legal achar uma postagem cheia de links para outras postagens seja da própria pessoa ou de outras.
E é isso, pelo menos por enquanto :-)
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